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ORGONizando
(ORGONizing)

Produzido por José Guilherme Oliveira

Energia e Informação

por José Guilherme C. Oliveira

© 1996 - Direitos Autorais Reservados - O autor autoriza a reprodução deste artigo desde que sem fins comerciais, sendo citada sua autoria e feita referência à esta página, situada em http://www.orgonizando.psc.br/artigos/enerinf.htm. Caso sejam citados trechos do artigo, solicitamos cuidado para que o sentido da citação fora do contexto não venha a ser deturpado ou passível de má interpretação.

Conteúdo:

Sumário (Abstract in english)
Parte 1 - Uma Questão de Ordem
Parte 2 - A Física do Espírito
Parte 3 - Orgon: Energia e Informação
Parte 4 - Rumo ao desconhecido
Conclusão
Bibliografia

PARTE I - UMA QUESTÃO DE ORDEM

Introdução
Contribuições da Termodinâmica
Ordem e Significado, Caos e Criação
A Entropia Positiva

Introdução

A antítese entre corpo e mente, pode ser apenas um aspecto de outra antítese semelhante em um outro nível. Por um lado, a matéria pode ser vista como uma forma condensada de energia(1), por outro, a função básica da mente é lidar com informações (2) . Estamos nos propondo a levantar algumas questões aqui sobre a antítese energia-informação. Nosso interesse por esta antítese vem da constatação das propriedades organizadoras do orgon. Organizar é do âmbito da informação, não da energia, logo o orgon não é apenas energia, é uma energia prenhe de informação.

Antes de aprofundar essa questão, cabe definir seus dois polos:

Informação: A Teoria da Informação (3) de Shannon utiliza um conceito de uma informação destituída de significado; são meramente elementos de um alfabeto, são sinais transitando por um canal qualquer, como uma linha telefônica ou uma estação de TV. Num outro polo de abrangência, pode-se dizer que informação é tudo aquilo que está implicado na consciência do universo. Engloba abstração, significado, conhecimento, saber, afeto, razão, o inconsciente, relação, comunicação, ordem e caos, etc.

Energia: Classicamente, energia é definida como a potencialidade para realizar trabalho (4) . À medida que novas formas de energia foram se tornando conhecidas, percebeu-se que uma forma de energia pode-se transmutar noutra, mas a energia total do sistema é sempre imutável. Não se cria nem se destrói energia, a energia do universo sempre foi a mesma.

Contribuições da Termodinâmica

A partir do estudo das máquinas a vapor, surgiu a termodinâmica, uma ciência que inicialmente estudava o comportamento térmico da matéria, mas que trouxe uma contribuição filosófica significativa no século XIX (5) . Sua conceituação de energia influenciou inúmeros pensadores, dentre eles Freud, como se percebe no seu ponto de vista econômico.

Com a termodinâmica também revelou-se o irreversível (6). Sem irreversibilidade não há história nem memória. Com ela, o eterno perdeu sua perenidade (7). Se os acontecimentos fossem todos reversíveis, poderíamos ter uma "memória" do futuro, o tempo não teria uma direção, seria como o espaço, poder-se-ia ir e vir.

A termodinâmica percebeu que nem todo o potencial para realizar trabalho (nem toda a energia) estava efetivamente disponível. Havia sempre uma certa desordem interna que impedia esse aproveitamento total (8). A essa desordem chamaram de entropia, que é a medida da energia não disponível para o trabalho.

A segunda lei da termodinâmica reza que qualquer processo isolado aumenta a entropia, levando de um estado mais heterogêneo para um estado mais homogêneo, mas a possibilidade da ação reside na diferença. Então, esse conceito de desordem apontava para um caos de destruição e de medo, um espectro da morte (ao pó reverterás). A constatação de que a entropia do universo estaria sempre aumentando, foi um petardo filosófico - indicava um universo tendendo ao homogêneo disperso e impotente.

Sublinhamos o quanto a idéia de definir uma atividade pela destruição que ela realiza das inomogeneidades que a geram, isto é, de suas próprias condições de existência, de a definir, em suma, como levando irrevogavelmente a seu próprio desaparecimento, assinalara o século XIX com uma ansiedade quase escatológica. Nosso mundo está condenado à morte térmica. Nossas sociedades esgotam seus recursos, estão condenadas à desgraça. (9)

Entretanto, na segunda metade do século XX, foi se revelando uma grande contradição existente neste pensamento: se o universo tende sempre ao caos e à morte, como puderam surgir a matéria e posteriormente a vida, a partir de um estado inicial onde só havia energia, como reza a teoria cosmológica dominante (do Big Bang)?

Ordem e Significado, Caos e Criação

Se entretanto, passamos a reconsiderar o conceito de ordem, a entropia ganha novos matizes. Se, ao invés do conceito puramente objetivo de informação (de Shannon), incluirmos o observador nessa ordem, a inclusão desse observador trará o conceito de significado para dentro da ordem e da entropia:

É conhecida a história da escrivaninha e das prateleiras entulhadas de livros e documentos (10). Estes, aparentemente, acham-se empilhados de qualquer maneira. No entanto, seu dono sabe perfeitamente encontrar, se for preciso, o documento que procura. Ao contrário, quando, por infelicidade, alguém ousa "pôr ordem neles", é possível que o dono se torne incapaz de encontrar o que quer que seja. É evidente, neste caso, que a aparente desordem era uma ordem, e vice-versa. Aqui, trata-se de documentos em sua relação com seu usuário. A desordem aparente oculta uma ordem determinada pelo conhecimento individual (../...).

Ou seja, uma ordem só é ordem para mim se posso entender nela um significado. O universo é permeado por movimentos que nos parecem caóticos, mas que se cristalizam em ordem quando explicados(11). Um exemplo relativamente atual é o fato da própria Teoria do Caos ter-se originado da imprevisibilidade meteorológica observada de um ponto de vista estatístico; entretanto, Charles G. Abbot, costumava usar conceitos energéticos para prever o tempo meses à frente (12), ele conseguiu distinguir uma ordem onde os outros só viam o caos.

Com a introdução de significado na informação, em termos simplórios, entropia é bagunça.

Com a introdução do observador, a entropia passa a ser definida apenas em relação às possibilidades de observação e medida (13) , o não-disponível se torna relativo:

(../...) J. Thoma mostrou claramente como, ao deixarmos o campo restrito da termodinâmica das máquinas para considerar uma termodinâmica de sistemas mais globais (por exemplo, das cidades) a noção de calor não-utilizável é completamente reformulada. Esse calor, "não-utilizável" pelas máquinas que produzem trabalho, eletricidade, química e outros, pode muito bem ser utilizado../... no aquecimento! (14)

Do caos homogêneo do século XIX, passou-se ao caos infinitamente heterogêneo do século XX. O conceito de caos foi aos poucos perdendo sua conotação de medo do desconhecido e de lugar da destruição para o de espaço da possibilidade e da criação. A criação previsível é conseqüência, não é realmente o novo; este é decorrente da imprevisibilidade, do não-determinado e é irreversível. Portanto, só no caos há lugar para o novo. Pensando-se num momento de criação do universo, sem entropia ele seria reversível e poderia voltar à não-existência:

(../...) é essa produção de entropia que constitui o verdadeiro "preço" da passagem à existência de nosso Universo e constitui, portanto, a diferença entre este Universo material e um Universo vazio. Como veremos, a possibilidade de definir essa diferença e esta passagem à existência levou-nos a uma generalização das equações de Einstein que permite descrever um processo irreversível de criação de matéria. (15)

Um olhar mais sistêmico introduz uma relativização também nos conceitos de morte e de destruição, onde o observador também introduz um significado:

O conceito de ordem estratificada também fornece a perspectiva apropriada para o fenômeno da morte. Vimos que a auto-renovação - o colapso e a construção de estruturas em ciclos contínuos - é um aspecto essencial dos sistemas vivos. Mas as estruturas que vão continuamente sendo substituídas são, elas mesmas, organismos vivos. Do ponto de vista deles, a auto-renovação do sistema maior consiste no seu próprio ciclo de nascimento e morte. Portanto, nascimento e morte apresentam-se agora como um aspecto central de auto-organização, a própria essência da vida. (../...) A morte, portanto, não é o oposto da vida, mas um aspecto essencial dela. (16)

A "Entropia Positiva"

Como originalmente, a entropia era um conceito meramente estatístico de energia não disponível, foi conceituada como uma sendo sempre numericamente negativa, algo que faltava. Essa entropia negativa tendia a uma desordem crescente. Quando observamos aspectos organizadores como um todo, estamos nos referindo ao oposto, a uma criação de uma ordem mais complexa, de uma variação positiva de entropia, também chamada de neguentropia.

Diversos autores formularam teorias para explicar a existência dessa construção do complexo:

Todas essa teorias tem um outro ponto importante em comum: elas falam de uma interconexão, de uma correlação entre as partes, e, algumas delas, numa ordem maior de um universo orgânico. Entretanto, a teoria de Charon pode ser usada como infra-estrutura conceitual para entender-se as demais, de forma que iremos detalhá-la para melhor podermos avaliar essa relação possível entre energia e informação.

PARTE 2 - A FÍSICA DO ESPÍRITO

O Modelo Teórico
Os Mecanismos de Troca
Pensamento e Vida
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O modelo teórico

Einstein

A Teoria Geral da Relatividade de Einstein foi elaborada sobre um continuum de espaço-tempo (18) de 4 dimensões, 3 espaciais e uma temporal.

Charon recalculou a teoria da relatividade em 8 dimensões, como se cada uma dessas 4 dimensões originais tivesse um lado direito (real) e outro avesso (imaginário). Os nossos sentidos estariam limitados ao lado anverso, de modo que não percebemos o avesso do espaço nem do tempo.

J.Charon

Vamos examinar o funcionamento subatômico nesse modelo. As partículas subatômicas mais leves formam uma categoria denominada leptons. Dentre os leptons mais importantes estão o elétron, o fóton, e o neutrino.

Obs.: De forma a tornar mais leve a nossa exposição procuramos evitar um jargão técnico; sempre que falarmos de partículas estaremos nos referindo apenas aos leptons, quando falarmos de luz, estaremos nos referindo aos fotons de maneira geral, a uma radiação eletromagnética qualquer.

Ao contrário do que normalmente pensamos, essas partículas não são sólidas (20), dentro delas há partículas de luz. É possível demonstrar que dentro das partículas esse espaço-tempo com avesso e direito possui propriedades neguentrópicas, ou seja, é um espaço de "entropia positiva". Dentro dessas partículas, a informação nunca se perde, a ordem sempre se torna mais complexa. Há outras características interessantes. Dentro delas, o espaço e o tempo se dobram sobre si mesmos, formando ciclos (21). Se eu for sempre em frente, em qualquer direção, volto ao ponto de partida, como acontece na superfície da Terra para as direções horizontais. Analogamente, se eu esperar um determinado período de tempo, estarei de volta ao momento de início da espera. Outra característica marcante é que o tempo flui do futuro para o passado.

Existe uma propriedade das partículas denominada spin. O spin é semelhante a um movimento de rotação sobre seu eixo, e como na rotação, que pode ser mais lenta ou mais rápida, o spin pode assumir diversos valores. Portanto, o valor do spin (número de spin) é uma variável que pode armazenar informação, uma vez que pode assumir diferentes valores. Por exemplo, o spin de um fóton pode assumir quaisquer valores inteiros. Além do mais, uma partícula com número de spin -3 também engloba o spin -2 e o -1, como se fosse um harmônico de vários oitavas. Portanto, o spin funciona como um dispositivo armazenador de informação, falta descrever mecanismos de gravação e de recuperação para configuramos uma memória.

Os mecanismos de troca

Além do spin, as partículas possuem outras propriedades, como energia, impulsão (velocidade) e carga elétrica. Existem alguns mecanismos de interação entre as partículas, envolvendo o intercâmbio de algumas de suas propriedades que possibilitam que essa informação armazenada no spin possa ser modificada. Charon descreveu 4 mecanismos possíveis de troca, que, por suas características, ele denominou de reflexão, conhecimento, ação e amor.

Reflexão: a reflexão é um processo interno a uma partícula, é uma organização da sua luz interior. As luzes no interior da partícula trocam seus spins entre si, reproduzindo uma configuração já conhecida. A reflexão não exige nenhuma energia, é livre, ela opta.

Ação: na ação a partícula promove uma troca com a luz exterior, da qual absorve energia e altera o seu movimento. A cada possível alteração de movimento corresponde uma determinada configuração da luz interior. Portanto, para realizar uma ação, a partícula precisa prepará-la através de um processo de reflexão adequado, resgatando uma lembrança (22).

Conhecimento: no conhecimento a partícula promove uma troca com a luz exterior da qual não só absorve energia, mas também o spin; obtendo assim um ganho de informação e um ganho de movimento (impulsão). Já que um ganho de conhecimento é acompanhado de um movimento de eletrons, é natural que o funcionamento do sistema nervoso tenha uma base bioelétrica.

Amor: no amor, há uma troca entre a luz interior de duas partículas diferentes. A troca se dá entre pares de luzes com números de spin complementares, como -4 e +4; com ganho para ambos, que passam a -5 e +5. Não há necessariamente um movimento novo, mas há uma gênese da informação em ambas as partículas! Para haver essa troca amorosa é necessário antes, haver uma busca de compatibilidade (encontrar luzes com spins opostos).

Vimos até aqui como, em um nível subatômico, é possível armazenar, recuperar, trocar e criar informação. É possível escolher e agir, uma partícula pode então propiciar ou evitar uma reação química alterando seu movimento. Como há troca entre as partículas, todo o universo se intercomunica. É um universo holonômico - onde cada parte contém o todo de algum modo - pois cada partícula detém um conhecimento além da sua própria experiência, que vem desse compartilhamento do saber.

Nesse ponto, o papel dos neutrinos se torna relevante, uma vez que são partículas que conseguem atravessar galáxias inteiras sem interagir com a matéria, sendo portadores de informação a enormes distâncias.

Pensamento e vida

Para que essas trocas possam acontecer há necessidade de uma troca com o exterior, demandando energia numa sintonia de informação com aquela que a partícula dispõe. Portanto, num ambiente com muita diversidade energética, é mais fácil achar um par para a troca, e a informação poderá proliferar mais facilmente.

Ora, um átomo de carbono assimétrico (23) é capaz de virar a direção de polarização da luz (24). Há dois tipos, os carbonos que viram a luz para a esquerda e os que a viram para a direita. Entretanto, todo organismo vivo é constituído somente de carbonos esquerdos ou somente de carbonos direitos, demonstrando uma capacidade de escolha dentre os átomos disponíveis!

Um único átomo de carbono assimétrico gira levemente o plano de polarização da radiação, mas cadeias de átomos de carbono muito longas, como as das proteínas e principalmente a do DNA, poderão multiplicar essa rotação confinando a radiação helicoidalmente e tornando essa energia ambiente mais tempo disponível para as trocas necessárias.

A vida seria pois, um ambiente extremamente propício a essas trocas, um ambiente favorável a um aumento de informação e complexidade. Para Charon, a vida é uma máquina de pensar, um constructo do universo que favorece sua evolução. A partir da possibilidade de ação das partículas, as reações químicas que favoreceram o surgimento e a reprodução da vida foram propiciadas num ato de vontade. Para a postura neo-gnóstica, não somos nós que pensamos, é o universo auto-regulado, vivo e inteligente que se pensa através de nós. Seríamos os neurônios do universo.

PARTE 3 - ORGON: ENERGIA E INFORMAÇÃO

O poder organizador do orgon
Formas Universais
O Princípio de Funcionamento Comum
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O poder organizador do orgon

Uma das características do orgon é a sua capacidade organizadora dos ambientes nos quais está presente. Na presença do orgon parece haver uma tendência a uma maior sintonia com o universo. É como se os objetos e seres "aprendessem" essa sintonia na presença dessa energia.

Um contador Geiger-Müller detecta a radiação atômica através de um processo de ionização (25) das moléculas de um gás no seu interior. Existe no contador um campo elétrico fixo que direciona as cargas geradas produzindo uma corrente elétrica detectável. Se um contador Geiger for colocado em um acumulador de orgon, em princípio nada acontece. Após um período de aclimatação o contador começa a indicar um altíssimo nível de radiação. É como se o orgon portasse uma informação que ensinasse aos átomos do gás a liberarem alguns eletrons. Ou, então, mais ousadamente, como se o orgon propiciasse um exame do contador Geiger, percebesse o seu modo de funcionamento e o ativasse. Esse exame e essa ativação podem ser explicados através dos processos de conhecimento e ação descritos na Física do Espírito.

Similarmente, os processos de cura na presença de orgon podem seguir uma dinâmica semelhante, ainda que de uma forma extremamente mais complexa. Por outro lado, nas curas xamanísticas, o xamã, mesmo sem um conhecimento racional do processo de cura, teria um conhecimento intuitivo que propicia a ocorrência da cura; funciona como um "neurônio do universo" agindo como canal dessa organização a medida que faz um contato orgonótico.

É importante ressaltar, que, como a ordem é relativa a um observador, essa organização produzida pelo orgon pode se tornar desorganizadora em ambientes hostis a esse observador:

O orgônio também é um continuum de energia interconectada, que estabelece uma conexão entre as instalações e instrumentos nocivos (usina nuclear, torre de microondas, lâmpada fluorescente, aparelho de TV) e os seres vivos afetados. (26)

Formas universais

Reich observa a existência universal de algumas formas na matéria decorrentes da forma do movimento do orgon: o orgonome resultante do congelamento do orgone em matéria e a espiral produzida pela superposição orgonótica (27).

Entretanto, essas mesmas formas são extremamente comuns nos fractais (28). Mais do que isso, os fractais conseguem produzir uma imensa variedade de formas de vida; eles conseguem expressar a variedade da natureza, a ponto de se ter cunhado a expressão "a matemática da natureza". Como produtos matemáticos, não envolvem a matéria nem a energia, são pura informação. Sua relação com o orgon não passa, então, pelo aspecto energético mas aponta para um aspecto de um conhecimento universal do qual o orgon é portador. Ou seja, a forma da trajetória do orgon é secundária, ela já é fruto de um conhecimento anterior detido pelo universo.

O Princípio de Funcionamento Comum

Vimos que o orgon é uma energia organizadora, e que muitos dos processos da informação necessitam de energia para se efetuar. É em torno da vida, rica em orgon, que a consciência do universo melhor se desenvolve. Daí concluímos que, mais do que apenas uma forma de energia, o orgon é um princípio de funcionamento comum entre energia e informação.

PARTE 4 - RUMO AO DESCONHECIDO

O neutrino
ORANUR e DOR
O funcionamento da água
A transmutação dos elementos
Sincronicidade
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Algumas questões cujo princípio de funcionamento é pouco conhecido ainda podem vir a ser exploradas sob a perspectiva aqui apresentada, mas em um primeiro momento, não parecem ter uma correlação imediata com a teoria apresentada. Seriam decorrentes de outras antíteses ou o aprofundamento dessa abordagem poderia revelar novas facetas?

O neutrino

O neutrino parece ser uma partícula com características que em muito se assemelham às propriedades do orgon. Ressaltamos as seguintes: (29)

DeMeo cita a grande quantidade de neutrinos irradiados por instalações nucleares. A energia "perdida" nessas instalações não parece ser descartada como partículas, mas é descarregada diretamente de volta no continuum de energia orgônica cósmica, que se torna fortemente agitado e sobrecarregado (30).

Vimos que, pela Física do Espírito, o neutrino, como um lépton, é uma das partículas que participam dessa dança de informação no universo. A sua interação com a matéria pode ser detectada por instrumentos convencionais, mas numa percentagem ínfima. Talvez, de um outro ponto de vista epistemológico, os instrumentos sejam inadequados, pois, se há uma escolha possível, essa interação talvez seja regida por condições orgonóticas particulares. Se o neutrino transporta informação através do universo, se a vida é rica em orgon e o universo construiu essa vida como um fator auto-organizador, deve-se investigar o papel do neutrino no saber da construção do biológico.

ORANUR e DOR

O oranur é uma forma irritada da energia orgônica, capaz de se transformar em DOR, a forma estagnada dessa energia.

A distinção entre essas três formas passaria pelo âmbito da informação? Elas portariam ordens diferentes entre si? Há inúmeros argumentos tanto contra quanto a favor dessa hipótese.

O funcionamento da água.

Se Charon apresentou uma explicação para a vida estar baseada no carbono, falta explicar sobre o papel da água na organização da vida. A água parece estar associada a questão da descarga energética, mas o que acontece em termos de informação durante uma descarga?

No mecanismo de 4 tempos da fórmula do orgasmo - tensão, carga, descarga, relaxamento - no segundo tempo, da carga, o sujeito se particulariza; no terceiro, da descarga, ele busca um retorno à sintonia com o universo. A água parece portanto, propiciar este relacionamento com o todo, mas de que forma a sua estrutura química funciona nesta direção?

Como essa descarga ocorre tanto na forma líquida quanto na gasosa (umidade, nuvens), o fenômeno seria determinado a nível intramolecular, na forma da ligação dos átomos de oxigênio e hidrogênio. Mas como?

A transmutação de elementos

Louis Kevran demonstrou que os elementos farmacêuticos básicos eram transmutados pelas substâncias vivas

(../...) o cientista francês Louis Kevran passou anos desenvolvendo experimentos muito distintos e simples, demonstrando que os elementos farmacêuticos básicos eram transmutados pelas criaturas vivas. (../...) Finalmente, ele chegou à conclusão de que deveria existir alguma forma desconhecida de energia biológica poderosa funcionando para efetuar as transmutações (31).

No entanto, a transmutação se dá a nível nuclear, onde as partículas são bem mais pesadas, não possuindo essas características do espaço-tempo dos leptons. Como essa reorganização se imporia?

Sincronicidade

A física contemporânea cada vez mais incorpora a consciência no seu bojo, como indispensável para a compreensão do universo. Em algumas circunstâncias essa consciência aponta para uma sincronicidade de eventos (32), para uma transmissão instantânea de informação. Este aspecto não parece estar presente no modelo de Charon, que não explicita se os mecanismos de troca estão limitados ou não à velocidade da luz.

O conceito de holomovimento, de características bastante similares ao orgon, se projeta no espaço-tempo mas transcende a ele, de modo que não é limitado à velocidade da luz, é da ordem do sincrônico.

CONCLUSÃO

Mesmo sem ter seguido uma metodologia científica que comprove o que foi apresentado, sugerimos diversas hipóteses e correlações que ajudam a melhor entender o funcionamento do orgon, e que abrem uma série de novas questões. res

Na busca de uma ponte entre a orgonomia e o conhecimento científico contemporâneo, o próprio pensamento funcional serviu como orientador de novos aspectos do orgon para além da energia: a informação.

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BIBLIOGRAFIA

Atlan, H.
Entre o cristal e a fumaça - ensaio sobre a organização do ser vivo. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1992.
Entre le cristal e la fumée - essai sur na organization du vivant. Éditions du Seuil, Paris, 1979/1986.
Bateson, G.
"Why do Things Get in a Muddle?" in Steps to an Ecology of Mind, Ballantine Books, Nova York, 1972. (Citado por Atlan)
Bohm, D.
A totalidade e a ordem implicada. Ed. Cultrix, S.P., 1992.
Wholeness and the implicate order. Routledge & Kegan Paul Ltd., 1980.
Charom, J.E.
O espírito este desconhecido. Editora Melhoramentos, RJ (esgotado).
L'Esprit cet inconnu. Editions Albin Michel, Paris, 1977.
Prigogine, I; Stengers, I
Entre o Tempo e a Eternidade. Companhia das Letras, Editora Schwartz Ltda., SP, 1992.
Entre le temps e l'éternité;. Libraire Arthème Fayard, 1988.
Reich, W.
Cosmic Superimposition. Farrar, Straus & Giroux, 1973. Original de 1951.
Shannon, C.E.; Weaver, W
The Mathematical Theory of Communication, Urbana, University of Illinois Press, 1949.
Sheldrake, R.
O Renascimento da Natureza. O Reflorescimento da Ciência e de Deus. Editora Cultrix, SP, 1993.
The rebirth of Nature. The Greening of Science and God. 1991.
Thoma, J.U.
Energy, Entropy and Information. International Institute for Applied System Analysis, Luxemburgo, Áustria, Memorando de Pesquisa, 1977, R M 77-32. (Citado por Atlan)

Sobre o Autor

foto José Guilherme tem mestrado em engenharia de sistemas, é analista de sistemas e massoterapeuta. Está cursando Psicologia e fazendo formação em Orgonoterapia.

Mensagens para o autor: jgco@ax.apc.org

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NOTAS

1. Existem diversas formas de ligação da matéria: a nível molecular, atômico, nuclear e subnuclear. Sempre que excitamos a matéria com uma energia superior à sua energia de ligação, essa ligação se desfaz, a energia envolvida na ligação é reciclada para o ambiente e a matéria assume uma forma menos condensada. Isso se dá, por exemplo, tanto nos fenômenos de ebulição da água, quanto na radioatividade do átomo ou na desintegração de uma partícula sub-atômica. Essa relação também pode ser vista na correlação proposta por Einstein: E=mc2. Volta ao texto

2. A mente é capaz de providenciar o armazenamento, a busca, a recuperação, a transformação e a criação da informação. Volta ao texto

3. Shannon, The Mathematical Theory of Communication. Volta ao texto

4. Trabalho é o deslocamento de uma força. Volta ao texto

5. Kapra, O Ponto de Mutação, p.67-69 Volta ao texto

6. Exemplos de fenômenos irreversíveis: Posso juntar gelo com água quente e obter água morna, mas não volto atrás espontaneamente. Nem posso recompor o carvão a partir do gás carbônico da atmosfera fazendo uma locomotiva andar de ré. Volta ao texto

7. Prigogine, Entre o Tempo e a Eternidade, p.26-27. Volta ao texto

8. Calor é a sensação resultante do movimento aleatório das moléculas. Se fosse possível fazer com que metade das moléculas de uma substância se movessem com a mesma velocidade e na mesma direção, e as demais similarmente na direção oposta, teríamos um aproveitamento total de sua energia térmica, mas a substância perderia todo o seu calor (zero absoluto de temperatura). Volta ao texto

9. Prigogine, Entre o Tempo e a Eternidade, p.26. Volta ao texto

10. Bateson, citado por Atlan Volta ao texto

11. Bohm, A Totalidade e a Ordem Implicada, p.197-201 Volta ao texto

12. Citado por DeMeo em O Manual do Acumulador de Orgônio, p.40 Volta ao texto

13. Atlan, Entre o Cristal e a Fumaça, p.30. Volta ao texto

14. Atlan, Entre o Cristal e a Fumaça, p.33 Volta ao texto

15. Prigogine, Entre o Tempo e a Eternidade, p.18 Volta ao texto Nota

16. Kapra, Ponto de Mutação, p.276 Volta ao texto

17. Prigogine, Entre o Tempo e a Eternidade, p.91-95 Volta ao texto

18. Para melhor entender o que se denomina de espaço-tempo, localizar algo no espaço-tempo é localizar algo numa extensão do espaço durante uma determinada duração de tempo. Volta ao texto

18. Para melhor entender o que se denomina de espaço-tempo, localizar algo no espaço-tempo é localizar algo numa extensão do espaço durante uma determinada duração de tempo. Volta ao texto

19. ou de qualquer radiação eletromagnética, como rádio, microonda, ultravioleta, etc. Volta ao texto

20. As partículas são meras manifestações de propriedades do espaço-tempo, mas podem ser imaginadas como bolhas. Volta ao texto

21. Esse fechamento sobre si mesmo se dá na forma de um minúsculo buraco negro. Volta ao texto

22. Se lembrarmos que dentro dessas partículas o tempo é cíclico, esse processo de lembrança fica facilitado, pois cada situação volta de tempos em tempos, é só escolher o momento adequadopara a troca! Volta ao texto

23. Aquele ligado a 4 radicais diferentes entre si. Volta ao texto

24. A direção de polarização da luz está relacionada ao plano no qual a luz vibra. Volta ao texto

25. No choque das partículas radioativas com os átomos do gás, alguns eletrons se despendem dos seus átomos que ficam então com carga positiva (já que o elétron tem carga negativa). Volta ao texto

26. deMeo, O Manual do Acumulador de Orgônio, p.56 Volta ao texto

27. Reich, Superposição Cósmica, p. 26-34 e 49. Volta ao texto

28. Estes são desenhos produzidos matematicamente utilizando conceitos da teoria do caos. Volta ao texto

29. relacionadas por DeMeo em O Manual do Acumulador de Orgônio, p.28 Volta ao texto

30. DeMeo, O Manual do Acumulador de Orgônio, p.56 Volta ao texto

31. DeMeo, O Manual do Acumulador de Orgônio, p.39 Volta ao texto

32. Kapra, O Ponto de Mutação, p. 77-81 Volta ao texto

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